Hoje tem Mesa ao vivo!
Começa hoje o evento que é o mais badalado da gastronomia em Pernambuco, o evento serve para realização da revista Prazeres da Mesa que se auto intitula a bíblia da gastronomia e realmente é a mais importante do ramo aqui no país. Junto ao evento ocorre o Talento ao vivo, disputado este ano por alunos de 4 faculdades, mas na verdade é aberto a todas as instituições que possuem o curso superior de gastronomia no Estado, mas não sei por que motivo algumas não se inscreveram. O concurso é muito importante para os alunos, pois proporciona a oportunidade de concorrer à versão nacional do evento que ocorre no final do ano em São Paulo.
Quem puder conferir, vale a pena estar lá.
terça-feira, 26 de julho de 2011
Yakisôlha - bem fácilzinho né?!
Galerinha querida do meu, quem não tiver algum dos ingredientes substitui por outros a seu gosto, e quem quiser fazer vegetariano substitui o caldo de carne por caldo de legumes.
você vai precisar de:
150g de macarrão do tipo soba.
100g de carne cortada em tirinhas ou pequenos retângulos.
100g de frango cortados em tirinhas ou pequenos cubos.
70g de camarão descascado.
Quanto baste (ou seja: à gosto) de cenoura, brócolis, couve flor e outras verduras à sua escolha, cortadas grosseiramente.
Óleo de soja para fritar.
Molho de soja (shoyu).
1 Tablete de cado de carne.
Amido de milho (maisena) dissolvido em água fria.
1 lapada(50ml) de saquê - vendem uns bem baratos próprios para uso culinário.
Quanto baste de açúcar.
Modo de preparo:
Deixe ferver uma panela com água e um pouco de sal, após fervura colocar o macarrão por 6 minutos e depois escorrer e reservar.
Aproveite a água do macarrão, que já estará fervendo, para cozinhar rapidamente os vegetais e reserve, lembrando que não devemos cozinhar mais de 5 minutos para não perdermos a crocância (no caso de utilizar pimentão, cebola ou outros vegetais mais moles do que os acima citados, no os cozinhe na água, apenas refogue junto com o macarrão).
Refogue a carne e o frango com um pouco de óleo e só por último, quando já estiverem quase finalizados, adicione o camarão que só deve receber 1,5 minutos de calor e reserve.
Dissolva o caldo de carne em aproximadamente 350ml de água quente, adicione shoyu aos poucos até obter a coloração desejada, acrescente um pouco de açúcar e prove, você é quem vai comer, então você é quem eve definir o sabor final do prato. Quando perceber que a quantidade de shoyu e de açúcar estão do jeito que você quer adicione aos poucos a mistura de água e amido de milho, espero apurar e veja se atingiu a consistência desejada, caso fiquei muito grosso adicione mais água e se ficar muito fino adicione mais amido diluído. Se você jogar o amido em pó no molho já quente ele vai embolotar todo e fica uma merda.
Assim que o molho estiver do seu jeito desligue. Frite rapidamente o macarrão em um pouco de óleo, podendo utilizar a panela "suja" que usou para as proteínas (carne, frango e camarão).
Misture as verduras e as proteínas no molho e jogue por cima do macarrão, está pronto o yakisoba - que significa yaki = frito, soba = macarrão (1 tipo de macarrão específico).
O yakisoba é um prato japonês de origem chinesa, mudando apenas alguns detalhes do macarrão chop suey, que é chinês.
PS: estou dando a receita de cabeça, então qualquer falha é só comentar aqui, ficarei feliz em corrigir.
você vai precisar de:
150g de macarrão do tipo soba.
100g de carne cortada em tirinhas ou pequenos retângulos.
100g de frango cortados em tirinhas ou pequenos cubos.
70g de camarão descascado.
Quanto baste (ou seja: à gosto) de cenoura, brócolis, couve flor e outras verduras à sua escolha, cortadas grosseiramente.
Óleo de soja para fritar.
Molho de soja (shoyu).
1 Tablete de cado de carne.
Amido de milho (maisena) dissolvido em água fria.
1 lapada(50ml) de saquê - vendem uns bem baratos próprios para uso culinário.
Quanto baste de açúcar.
Modo de preparo:
Deixe ferver uma panela com água e um pouco de sal, após fervura colocar o macarrão por 6 minutos e depois escorrer e reservar.
Aproveite a água do macarrão, que já estará fervendo, para cozinhar rapidamente os vegetais e reserve, lembrando que não devemos cozinhar mais de 5 minutos para não perdermos a crocância (no caso de utilizar pimentão, cebola ou outros vegetais mais moles do que os acima citados, no os cozinhe na água, apenas refogue junto com o macarrão).
Refogue a carne e o frango com um pouco de óleo e só por último, quando já estiverem quase finalizados, adicione o camarão que só deve receber 1,5 minutos de calor e reserve.
Dissolva o caldo de carne em aproximadamente 350ml de água quente, adicione shoyu aos poucos até obter a coloração desejada, acrescente um pouco de açúcar e prove, você é quem vai comer, então você é quem eve definir o sabor final do prato. Quando perceber que a quantidade de shoyu e de açúcar estão do jeito que você quer adicione aos poucos a mistura de água e amido de milho, espero apurar e veja se atingiu a consistência desejada, caso fiquei muito grosso adicione mais água e se ficar muito fino adicione mais amido diluído. Se você jogar o amido em pó no molho já quente ele vai embolotar todo e fica uma merda.
Assim que o molho estiver do seu jeito desligue. Frite rapidamente o macarrão em um pouco de óleo, podendo utilizar a panela "suja" que usou para as proteínas (carne, frango e camarão).
Misture as verduras e as proteínas no molho e jogue por cima do macarrão, está pronto o yakisoba - que significa yaki = frito, soba = macarrão (1 tipo de macarrão específico).
O yakisoba é um prato japonês de origem chinesa, mudando apenas alguns detalhes do macarrão chop suey, que é chinês.
PS: estou dando a receita de cabeça, então qualquer falha é só comentar aqui, ficarei feliz em corrigir.
terça-feira, 28 de junho de 2011
Comida rimada.
Ontem eu fui lá na Grécia
Onde Deus é chamado de Teo
Gritei saravá meu pai
Saravá sarapatel
Lá tinha muito do azeite
E um tal de queijo féta
Onde a ovelha talha o leite
É lá que eu faço a festa
Todo mundo bebe vinho
Quase bebe azeite de oliva
É um bom lubrificante
Mas eu bebo é água viva
Engoli um tal de ouzo
Mas ouvi a turma chamar uzo
Segurei a minha mulher
Isso é bebida ou é o urso?
Fui ficando chateado
Vieram com um tal de Platão
Eu disse soca-tes naquele canto
Antes que eu chame palavrão
Pensei que o cara não entendia
O que eu dizia de fato
Mas ficou injuriado
E começou a sacudir prato
Fui me saindo feito um samba
No sapatinho e de ladinho
Escondi-me numa caçamba
E fiquei tomando vinho
Onde Deus é chamado de Teo
Gritei saravá meu pai
Saravá sarapatel
Lá tinha muito do azeite
E um tal de queijo féta
Onde a ovelha talha o leite
É lá que eu faço a festa
Todo mundo bebe vinho
Quase bebe azeite de oliva
É um bom lubrificante
Mas eu bebo é água viva
Engoli um tal de ouzo
Mas ouvi a turma chamar uzo
Segurei a minha mulher
Isso é bebida ou é o urso?
Fui ficando chateado
Vieram com um tal de Platão
Eu disse soca-tes naquele canto
Antes que eu chame palavrão
Pensei que o cara não entendia
O que eu dizia de fato
Mas ficou injuriado
E começou a sacudir prato
Fui me saindo feito um samba
No sapatinho e de ladinho
Escondi-me numa caçamba
E fiquei tomando vinho
Sarapatel.
Modéstia à parte, de sarapatel eu entendo. Amo a gastronomia do mundo todo, embora não como todos os pratos do mundo. Um sarapatel bem quentinho, saído na hora, é bom demais. Vai bem com pimenta, limão, pão ou farinha... tem gente que come com arroz, puro... o tal do sarapa é bom demais. Normalmente se tempera com vinagre, sal, pimenta, louro, cominho e um refogado.
Antes de falar no refogado, falarei brevemente no cominho: condimento que já era usado pelos celtas, passou pelos romanos e se firo entre os árabes. Pode olhar na wikipédia que lá vai dizer a mesma coisa, hehehehe. O detalhe é que no Brasil não costuma-se utilizar muito cominho, mas em Pernambuco, de forte influência árabe, o tempero cai no gosto da maioria da população e é melhor quando moído na hora, amo aquele cheiro que me lembra meu tio avô Paulo, sempre mandava cominho e colorau aqui pra casa, comprado na feira e moído na hora.
Sarapatel sem cominho não é sarapatel. A questão aqui é o segredo de se fazer um bom sarapatel, o cuidado na hora de refogar as verduras. Primeiro tem-se que cortar o sarapatel com muito carinho, miudinho, tempere ao seu gosto e reserve. Corte o alho bem cortadinho, em brunoise para quem entender o termo, reserve. Corte também em brunoise a cebola, pimentão verde e tomate maduro em abundância, mas sem misturar um com o outro e reserve.
Derreta a banha do sarapatel e preste muita atenção na ordem do refogado: jogue o alho na banha quente e assim que liberar o aroma, mas antes que doure, jogue a cebola para refogar. Se a cebola entrar antes do alho no refogado, então o alho vai cozinhar na água da cebola e não é isso que queremos. Quando a cebola começar a ficar transparente, mas não dourada, adicione o pimentão, que deve entrar em menor proporção do que a cebola e o tomate. Refogue o pimentão até que comece a liberar um pouco de sua coloração verde no refogado, deixe amolecer e então acrescente o tomate, que deve ter sido cortado ainda com casca e utilizaremos até suas sementes. O tomate liberará muito líquido e então acrescentaremos o sarapatel cortado miudinho, refoga-se o sarapatel e aos poucos acrescenta-se água. Deixe cozinhar por um bom tempo, superior a 30 minutos, mas sem deixar ressecar demais, o caldo pode ser espessado com um pouco de sangue amassado e extrato de tomate.
Para 1k de sarapatel utilize pelo menos 300g de cebola, 10g de alho, 200g de pimentão e 400g de tomate, lembrando que pode-se utilizar mais de acordo com seu paladar. Utilize quanto baste de sal, pimenta do reino, cominho, louro e colorau. Lembrando sempre de utilizar um pouco de vinagre.
Comida boa não se mede como fórmula matemática, tem que ter carinho, tem que ter segredo e paciência pra cortar tudo certinho. Utilize um pouco de creme de pimenta mestre Sôlha para dar um sabor especial na preparação hehehehe.
Essa propagando da pimenta ta parecendo receita de bolo nas embalagens de açúcar, "1 xícara de açúcar refinado estrela".
Pessoal, qualquer dúvida ou falha na receita deixem comentários ou mandem um e-mail para profsolha@gmail.com e percebam que essa receita pode ser alterada de acordo com seu paladar.
Antes de falar no refogado, falarei brevemente no cominho: condimento que já era usado pelos celtas, passou pelos romanos e se firo entre os árabes. Pode olhar na wikipédia que lá vai dizer a mesma coisa, hehehehe. O detalhe é que no Brasil não costuma-se utilizar muito cominho, mas em Pernambuco, de forte influência árabe, o tempero cai no gosto da maioria da população e é melhor quando moído na hora, amo aquele cheiro que me lembra meu tio avô Paulo, sempre mandava cominho e colorau aqui pra casa, comprado na feira e moído na hora.
Sarapatel sem cominho não é sarapatel. A questão aqui é o segredo de se fazer um bom sarapatel, o cuidado na hora de refogar as verduras. Primeiro tem-se que cortar o sarapatel com muito carinho, miudinho, tempere ao seu gosto e reserve. Corte o alho bem cortadinho, em brunoise para quem entender o termo, reserve. Corte também em brunoise a cebola, pimentão verde e tomate maduro em abundância, mas sem misturar um com o outro e reserve.
Derreta a banha do sarapatel e preste muita atenção na ordem do refogado: jogue o alho na banha quente e assim que liberar o aroma, mas antes que doure, jogue a cebola para refogar. Se a cebola entrar antes do alho no refogado, então o alho vai cozinhar na água da cebola e não é isso que queremos. Quando a cebola começar a ficar transparente, mas não dourada, adicione o pimentão, que deve entrar em menor proporção do que a cebola e o tomate. Refogue o pimentão até que comece a liberar um pouco de sua coloração verde no refogado, deixe amolecer e então acrescente o tomate, que deve ter sido cortado ainda com casca e utilizaremos até suas sementes. O tomate liberará muito líquido e então acrescentaremos o sarapatel cortado miudinho, refoga-se o sarapatel e aos poucos acrescenta-se água. Deixe cozinhar por um bom tempo, superior a 30 minutos, mas sem deixar ressecar demais, o caldo pode ser espessado com um pouco de sangue amassado e extrato de tomate.
Para 1k de sarapatel utilize pelo menos 300g de cebola, 10g de alho, 200g de pimentão e 400g de tomate, lembrando que pode-se utilizar mais de acordo com seu paladar. Utilize quanto baste de sal, pimenta do reino, cominho, louro e colorau. Lembrando sempre de utilizar um pouco de vinagre.
Comida boa não se mede como fórmula matemática, tem que ter carinho, tem que ter segredo e paciência pra cortar tudo certinho. Utilize um pouco de creme de pimenta mestre Sôlha para dar um sabor especial na preparação hehehehe.
Essa propagando da pimenta ta parecendo receita de bolo nas embalagens de açúcar, "1 xícara de açúcar refinado estrela".
Pessoal, qualquer dúvida ou falha na receita deixem comentários ou mandem um e-mail para profsolha@gmail.com e percebam que essa receita pode ser alterada de acordo com seu paladar.
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Creme de Pimenta Mestre Sôlha.
Feito com pimentas orgânicas, azeite extra virgem, sal defumando e um toque de vinagre. Pode ser consumida diretamente ou diluída com vinagre (rende mais de um litro). Pela bagatela de R$ 10,00 um produto diferenciado para paladares diferenciados. (81) 9226-6309 ou profsolha@gmail.com
A bicha arde!
sábado, 7 de maio de 2011
Filé de Pescada Amarela com Arroz de Moqueca.
Ingredientes(2 pessoas):
· 500 g de pescada amarela
· Sal, pimenta branca
· 30 ml de azeite de oliva
· 1 maracujá
· 20 g de açúcar
· 450 ml de caldo de peixe
· 10 g de manteiga
· 10 g de farinha de trigo
· 8 ervilhas tortas
· 20 g de manteiga
· 160 g de arroz parbolizado
· 10 ml de dendê
· 10 ml de leite de coco
· 10 g de cebola
· 2 dentes de alho
· 1 tomate
· 1 pimentão
· Coentro, cebolinha e gelo (q.b.)
Modo de fazer:
1.Tempere os filés com sal e pimenta. 2 Chapeie por três minutos de cada lado e reserve 3 Refogue o alho e a cebola em azeite de dendê, acrescente o pimentão, o tomate, o coentro, cebolinha e sal. 5 Refogue o arroz nesse fundo e aos poucos acrescente o caldo de peixe até cozinhar o arroz.
Ervilhas tortas
1 Coloque as ervilhas em água quente por 45 segundos à 1 minuto, em seguida coloque no gelo para dar um choque térmico (isso fará com que o verde das ervilhas fique bem vivo). 2 Salteie as ervilhas na manteiga e reserve.
Molho
1 Faça suco de maracujá forte já adoçado e leve ao fogo. 2 Adicione o caldo de peixe e acrescente o roux para engrossar.
Por Thomás Sôlha
Adaptada da Receita "Pescada amarela com arroz de moqueca"", vencedora do concurso Talento ao vivo em Pernambuco, realizado pela revista Prazeres da mesa, de autoria de Thomás Sôlha e Leonardo Amaral.
quarta-feira, 9 de março de 2011
O cozinheiro.
De manhã acorda bem cedo, pedala mais que um atleta. Escolhe o peixe e o compra, depois encosta sua bicicleta. Põe sua dolman já cansada, já sem muita pompa, cheira uma trufa perfumada que em suas mãos lhe encanta. Lembra de temperos, de saladas, cada cheiro uma lembrança lhe aponta. Uma pontinha de aspargo; repolho; laranja. Um sonho de padaria, um sonho de esperança, um sonho que se sonhe junto e vire realidade. Entre panelas e cheiros, sabores e labores, muita vida pela frente. Vai trabalhar que o forno esta quente!
Alguns anos se passaram e o cozinheiro virou chef. Uma dolman bem bonita para quem do passado não se esquece. Deixou a barba crescer, não pegava mais em panelas. Isso no trabalho, porque em casa nunca ficava longe delas. Estava sempre inventando, sonhando novas receitas. Amava sua vida sem dores, protegida por sabores e adorava sua cerveja. Degustava muitos vinhos, era o mestre da harmonização. Tinha uma esposa e dois filhinhos, amava sua criação. Era tão feliz o homem, que nem preparava comida, ele fazia coisa melhor, nos fazia pensar na vida quando degustávamos cada uma de suas novas idéias.
Dedicava-se tanto àquilo, que se doava por completo. Quando veio perceber já havia escrito mais de 100 receitas para cada letra do alfabeto. Publicou então sua obra e plantou várias árvores. Publicou mais outros livros, ficou conhecido em todo o mundo: ensinou japonês a cozinhar arroz e também alemão a fazer salsicha, ensinou na França outras receitas tantas. Fez uma enciclopédia com todos os sabores, deu nome aos cheiros, classificou os melhores odores.
Quando estava bem velhinho decidiu que iria parar, dedicar-se somente à esposa, aos netos e o lar. Passou muito feliz alguns anos e depois Deus mandou lhe buscar. No seu enterro muitos vieram lhe saudar. E chegando lá no céu, não foi nenhuma surpresa, todos estavam lhe esperando em volta de uma grande mesa. Ele sentou no seu lugar, e se serviu do banquete. Perguntou inocentemente quem preparara toda aquela comida tão gostosa, e lhe foi dito o seguinte: esta comida foi preparada por tu durante toda tua vida, e não te espantes que ela agora esteja aqui, pois quando morremos não levamos conosco nada do que compramos, mas carregamos sempre conosco tudo aquilo que construímos com amor.
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